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A importância do controle em pequenas e médias empresas

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

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(ra2studio)

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Por Luciane Reginato

Uma empresa nasce de crenças, desejos, aspirações de seu empreendedor, ou empreendedores, a partir de sua visão de mercado, que se materializam e se convertem em importantes mecanismos de geração de riquezas individuais e sociais. A partir disso, surge uma empresa, com missão, objetivos e resultados próprios.

A continuidade e o crescimento promissor do negócio dependem da forma como os seus proprietários ou administradores gerenciam os recursos envoltos nas atividades a que se propuseram desenvolver, sejam eles materiais, financeiros, humanos etc.  Há que se destacar que uma empresa, de qualquer natureza e porte, se caracteriza como uma entidade ambiental, impactando e sofrendo influencia de variáveis de fácil domínio e daquelas pouco ou nada controláveis. Cabe a ela entender em que ambiente está inserida, devendo apresentar pleno controle sobre seus relacionamentos com funcionários, clientes, fornecedores e concorrentes, por exemplo, essencialmente seu ambiente interno. Como menciona o livro clássico “A arte da guerra” de Sun Tzu “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”

Desse contexto surgem os estudos acerca de estratégia, planejamento e controle organizacional, que abarcam todos os aspectos no entorno da administração de uma empresa, sejam eles os comportamentais, que explicam os comportamentos individuais, a própria cultura organizacional e outros aspectos que dizem respeito aos meios disponíveis para que as decisões sejam tomadas em uma empresa da forma mais segura que as circunstâncias o permitirem, bem como para que os resultados econômicos sejam mensurados, avaliados e comunicados aos interessados de forma tempestiva para a correção de eventuais rumos operacionais, se necessário for.

O ambiente em que mergulha a empresa é dinâmico e altamente competitivo, independentemente do segmento em que atua. Há setores em que a concorrência é mais acirrada e outros nos quais menos concorrentes atuam em um mesmo mercado ou região. Nessa linha, sabe-se que o setor comercial, envolvendo pequenas e médias empresas, no Brasil, é altamente concorrencial e guarda expectativas de crescimento expressivas.

À medida que a empresa cresce, passa a demandar mais controle, o que significa dizer que aumenta a necessidade de apoio humano/gerencial, investimento financeiro, informações e controles internos. Ganha ênfase nesse momento a participação de profissionais qualificados que possam oferecer suporte de excelência aos proprietários da empresa, juntamente com a adoção de instrumentos gerenciais devidamente calcados em sistemas e tecnologia da informação. Obviamente de acordo com o porte da empresa esses controles, sistemas e ferramentas serão mais ou menos amplos e abrangentes, simples ou complexos.

O profissional responsável pelo controle geral da pequena, média ou grande empresa é conhecido como Controller. Seu principal papel consiste em monitorar, por meio de informações, o processo de gestão – planejamento, execução, controle e feedback. Para que esse ciclo possa ocorrer de modo natural e eficaz, é preciso que a empresa estruture e adote, de fato, um planejamento e, especialmente, valorize o controle dos planos traçados, para que possa atingir os resultados almejados.

Evidências indicam que no Brasil as empresas têm cada vez mais destinado atenção à necessidade de terem controles que as permitam, além de obter lucros no curto e médio prazos, serem sustentáveis e longevas. Nesse ínterim, se percebe um aumento considerável no que tange a busca por profissionais com competência diferenciada nessa área.

Luciane Reginato é professora da FEA/USP. Graduada em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, mestre em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, com imersão em pesquisa em Montreal/Canadá, e doutora em controladoria e contabilidade pela USP.

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